Antes de a sessão ser iniciada, as autoras do blog conversamos com a secretária dos conselhos sobre a necessidade de publicação e de envio à CPPD da resolução, aprovada na última sessão, que regulamenta a progressão a professor titular. A secretária informou que não havia conseguido dar andamento ao assunto por conta da viagem do Reitor. Disse que na segunda, 17/8, a resolução será publicada e enviada à CPPD.
Às
13h45min, conferido o quórum (de 16 conselheiros, para alteração do Estatuto),
a 77ª reunião extraordinária foi iniciada pelo substituto do Reitor, Professor
Marcelos Caldeira, com a presença dos conselheiros Cláudia Souza, Beatriz
Trindade, William Neto, Júlia, Andreza Pereira, Aluizio, Marcos, Eliana Myra,
Márcia, Adriana, Vanessa, Elizabeth Dutra, Manoel Almeida, Elaine Barbosa,
Neila Espindola, Marcelo Rocha e William Carvalho.
Foram
aprovadas as atas da 13ª reunião ordinária e da 71ª reunião extraordinária.
O
Conselheiro William C. disse que recebeu e-mail com vários documentos do Conepe
sobre PTD e destacou que o debate feito pelo Consup não foi um debate de
conteúdo. Disse que gostaria de entender como fazer o debate. O Presidente não
encaminhou o debate aqui e na sua interpretação parece que está se perguntando
do que o Consup discorda para o Conepe aprovar ou não. Lembrou da necessidade
de se fazer este debate no Consup.
O
conselheiro Marcelos disse que a solicitação feita era de quais pontos o Consup
via como problemáticos para o Conepe discutir e depois ser encaminhado ao
Consup.
A
conselheira Elaine disse que era essa a sua compreensão também. Lembrou que, na
última sessão, apesar da confusão do final, aprovamos a sugestão que chegou
pela ADCPII de fazermos a Audiência Pública. Disse, como já o fez em outras
sessões, que estamos ainda aprendendo como nos ajustarmos à nova estrutura,
fruto da equiparação com os Institutos federais, e que, se fosse começar de
novo a RAD (foi membro do GT que elaborou a proposta durante o ano de 2014) faria
diferente. Destacou que o documento precisa ser mandado para a CPPD, porque
pelo regimento da CPPD faz parte das atribuições dessa comissão emitir parecer
sobre regulamentações docentes. Indicou, como encaminhamento, que façamos a
resolução solicitando o parecer da CPPD e que marquemos a audiência. Após recebimento do parecer da
CPPD e das sugestões da audiência, o Consup deverá propor as alterações ao
Conepe. Ficou claro que o Conepe vai
reestruturar a partir dessas contribuições e mandará de volta ao Consup, para
batermos o martelo.
A
resolução foi aprovada com apenas duas abstenções e a CPPD terá até 30 dias
(após recebê-lo) para emitir seu parecer.
A
conselheira Elizabeth solicitou novamente que as reuniões sobre a Cispcctae
fossem divulgadas e gostaria de participar e indicar questões a serem
discutidas.
O
conselheiro Aluizio disse que não tem havido reunião porque todas as vezes um
colega nosso, Luiz Sérgio, pedia para adiar. Elizabeth solicitou o pedido da
reunião com aviso prévio e divulgação.
A
conselheira Eliana Myra disse que o Conepe não aprovou audiência pública e que
o professor Oscar disse que o Consup deveria analisar criteriosamente a RAD,
que visse os pontos discordantes, e
encaminhasse ao Conepe, que enviaria de volta ao Consup.
A
conselheira Elaine esclareceu que a audiência pública foi votada no final da
sessão do Consup.
A
conselheira Cláudia informou sobre a participação no ato em repúdio à agressão
sofrida por uma aluna em SCIII, no dia da Festa Junina dos Campi II e III de São Cristóvão. Uma mãe de 6º ano agrediu a aluna
da 3ª série e foram todos parar na delegacia. Na confusão outros funcionários
da escola foram para a delegacia. A mãe foi professora contratada do CPII
Realengo e havia relatos de uma turma de Realengo apontando problemas enquanto
era professora. Solicita que a escola faça uma nota em solidariedade a esta
menina e diz que até hoje não houve manifestação da escola em relação a isso.
Falou do processo inicialmente indeferido sobre a ida de três estudantes e uma
professora às Olimpíadas de História. Relatou que, no entanto, após intensa
movimentação por meio de redes sociais e e-mails, houve mudança da decisão e o
grupo, representando o CPII, teve seu custeio autorizado. Reafirmou que a
política de assistência estudantil precisa ficar clara.
O
conselheiro William C. disse que não houve confusão generalizada e que a direção
de SCII levou a mãe e a estudante agredida à delegacia. Disse que foram ele e
Reinaldo, Adjunto de SCIII. Para além disso, declarou que pode testemunhar que
a festa transcorreu com tranquilidade, até porque o episódio ocorreu no portão
de entrada.
A
Conselheira Eliana Myra explicou que o pedido de custeio de viagem do grupo das
Olimpíadas de História fora negado porque a professora que acompanha o grupo é
uma professora contratada e que a legislação não permite custear viagem de
contratados. No entanto, após entendimento com a Chefe do Departamento de
História, decidiram autorizar.
O
conselheiro Marcelos disse que, para a Reitoria emitir uma nota sobre o
ocorrido na festa junina, precisaria ouvir antes as direções envolvidas.
Declarou ainda que a Comunicação Social havia feito a cobertura do Ato em apoio
à estudante agredida. Disse ainda que a mãe da estudante agredida fez um
movimento que não foi de repúdio ao acontecido, mas sim de repúdio à violência,
já que é professora e faz um trabalho para prevenir agressões de alunos e
professores. O movimento foi pela Paz. Um documento foi apresentado à diretora
de SCIII e está na Reitoria. A festa foi organizada pelo Grêmio e pela comissão
de pais. Disse não ter chegado informação sobre a atuação da mãe [agressora] enquanto
professora. Falou do documento enviado pela conselheira suplente Luciana
Zanetti e referendado pela conselheira Cláudia, solicitando que o ponto das
cantinas seja pautado. Disse que
encaminhou enquanto conselheiro para a Reitoria para dar andamento às solicitações
de esclarecimentos encaminhadas pela conselheira suplente Luciana.
Sobre
questionamento da conselheira Cláudia acerca da negação de ajuda de custo para
um passeio de turmas de SCII a Barra do Piraí, a Conselheira Eliana Myra disse
que os ônibus da escola não têm condições de realizar viagens longas, pois
estão “caindo aos pedaços”.
O
conselheiro William disse que gostaria de saber que lei é esta, que dá
tratamento diferenciado aos professores contratados.
Após
essa primeira parte da sessão, a pauta foi aprovada sem alterações e foi
iniciada a discussão do estatuto.
Foi
aprovado o encaminhamento de irmos par o título II, seção I, pois ainda há
dúvidas sobre a parte anterior que trata da estrutura organizacional do CPII.
Indicou-se que, na próxima sessão, devemos iniciar as definições sobre a
estrutura, à medida que os conselheiros estiverem devidamente esclarecidos
sobre o tema.
Foram
apreciadas propostas da comunidade escolar que tratam da representação de
pais/responsáveis e estudantes. Uma das propostas considerou que haveria dupla
representação. Esclareceu-se que os pais/responsáveis entraram na composição do
Consup como representantes da sociedade civil, não havendo, portanto, dupla
representação do segmento discente.
A
conselheira Vanessa disse que é um empobrecimento do conselho dividir a representação,
que da forma atual é muito mais rica.
A
conselheira Elaine esclareceu ainda que se trata de uma exigência legal, a
representação da sociedade civil. Nos institutos federais, dadas as suas
características, essa representação se dá por meio de setores do comércio e da
indústria, o que não corresponde à nossa realidade. Havia ainda uma proposta
que aumentava o número de representantes apenas de alguns segmentos. Segundo a
lei, a representação precisa ser paritária.
Após
os esclarecimentos, as propostas foram votadas.
Por
unanimidade a proposta do Campus Tijuca
I, que reduzia a representação discente e de pais, foi rejeitada.
Também
foi rejeitada a proposta que aumentava o número de representantes de alguns
segmentos em detrimento do caráter paritário exigido por lei.
Em seguida, analisou-se a proposta de supressão do inciso que garante
como membro vitalício os ex-reitores, com direito à voz, sem direito a voto.
O
presidente da sessão, Prof. Marcelos, defendeu que um ex-reitor pela
experiência que tem merece ser ouvido. “Temos dúvidas pela nossa inexperiência”.
A
conselheira Eliana Myra disse que concorda com o Reitor substituto. Cita
situações de audiência pública em que vão todos, em que todos podem falar, e
que muitas vezes não sabem o que estão falando. Acha que um Reitor pode vir e precisamos
ouvi-lo. Uma pessoa quando fala de determinado assunto vai falar com
conhecimento de causa. Além do mais, tem certeza de que os ex-reitores não
querem participar. Diz que duvida de que o Reitor Oscar, por exemplo, queira
continuar participando das sessões, quando não for mais Reitor.
A
conselheira Júlia disse que outros membros da comunidade escolar já tiveram
direito à voz e que o ex-reitor, quando vier, vai falar se autorizado, como
ocorre com qualquer membro da comunidade.
O
conselheiro William disse que se não está na lei não é desrespeitoso com os
ex-reitores.
A
conselheira Elaine disse que aparentemente não achava relevante. Todos aqueles
que quiserem colaborar serão muito bem-vindos e terão a palavra. A experiência
de todos deveria ser relevante também e não apenas a do ex-reitor. Declara que
a fala da conselheira Júlia trouxe clareza à questão.
A
conselheira Neila também colocou em questão a importância que é dada a quem
vive a escola em diferentes lugares, de diferentes maneiras. Que concepção de
poder está por trás de quem defende a fala apenas dos ex-reitores? Por que
estudantes que vivem a escola durante 12 anos (ex-alunos) não podem falar e um
ex-reitor pode?
Votada
e aprovada a supressão do parágrafo 4º, do artigo 7º (ex-reitores deixam de ter
direito a voz, passando a ter como qualquer outro membro da comunidade escolar –
após aprovação do conselho).
Foi
aprovada a inclusão, no inciso V, do Artigo 7º, do seguinte acréscimo “após
processo de sorteio organizado pela comissão eleitoral.”
10 votos a favor da inclusão acima.
Aprovou-se
ainda o acréscimo de um parágrafo, o 12º, para designar que a eleição dos
membros do Consup será organizada por comissão eleitoral composta por um
representante de cada segmento da comunidade escolar.
Foram
feitos os ajustes necessários no parágrafo 1º para incluir os incisos V e VIII.
Aprovadas,
ainda, novas sessões extraordinárias para os dias 28/08 e 03/09, às 13h, com os
seguintes pontos: cantinas, eleição de egressos, orçamento 2015 e 2016, editais
para concursos, assistência estudantil, carta aberta ao Mec - livros , obras.
O
conselheiro Marcelo deu informe de que houve desentendimento com um visitante
na recepção da Reitoria.
A
conselheira Cláudia relatou ter presenciado e ter tentado apartar, junto com a
conselheira Luciana, um segurança da escola que dava uma gravata num rapaz,
enquanto outros assistiam sem nada fazer. [Era um jovem pobre e negro.]
O
Conselheiro William C. propôs que a Reitoria trouxesse informes sobre o ato
violento relatado pela Conselheira Cláudia e sobre as providências tomadas na
próxima sessão para que o Conselho avaliasse e se posicionasse sobre o assunto,
o que foi aprovado por consenso.
Foi
agendada a AUDIÊNCIA PÚBLICA sobre o Regulamento das Atividades Docentes para o
dia 1/09, às 14h, no teatro Mário Lago.
A
conselheira Elaine solicitou à secretária que se incumbisse dos preparativos do
espaço para a Audiência.
Por
volta de 17h a sessão foi encerrada.
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