terça-feira, 11 de agosto de 2015

Dia 5/8: Portaria sobre Regulamentação da Atividade Docente é reprovada pelo CONSUP

No dia 5 de agosto de 2015, por volta de 14h, com o Auditório da PROPGPEC lotado, com muitos docentes e vários chefes de departamento [estes convidados pelo Reitor], o Reitor iniciou a 76ª reunião extraordinária do Conselho Superior declarando ter recebido os seguintes documentos: a Revista da ADCPII, o Informativo e a Cartilha sobre assédio moral do Sindscope.
Foram aprovadas as atas das reuniões extraordinárias: 68ª, 69ª e 70ª.  A da 71ª foi transferida para a próxima sessão.
Em relação ao quadro de faltas dos conselheiros [para possíveis desligamentos], solicitado pelo Conselheiro William Carvalho, a conselheira Cláudia colocou uma questão: perguntou até quando se pode justificar a ausência. Havia entendido que a ausência só seria justificada se fosse antes da sessão, mas foi informada pela secretária de que alguns conselheiros justificaram após e a justificativa foi aceita.
O conselheiro William Carvalho disse que este ponto não estava em pauta e que não é isso que está no Regimento do Conselho Superior. Sugeriu que o ponto fosse discutido na próxima reunião, o que foi aprovado.
Passando aos informes, a conselheira Vanessa informou que os docentes para trabalhar com alunos com necessidades especiais não chegaram ao campus Humaitá I.
A conselheira Cláudia informou que há problemas em relação à utilização do RioCard aos sábados, pois os alunos estão sendo constrangidos por motoristas, que dizem não haver aulas. Muitos estão tendo que pagar a passagem.
A conselheira Eliana disse que ainda estão sendo contratados professores para atuar, selecionados por concurso. Afirmou que eles já foram nomeados e houve publicação no Diário Oficial. Em relação ao RioCard, estranhou o relato.
O conselheiro William C. informou sobre o debate acerca de possível entrada na greve em curso no Sinasefe, que acontecerá na Assembleia do dia 12 de agosto, com paralisação dos servidores.
O conselheiro Tarcísio sugeriu como encaminhamento uma denúncia formal à Câmara dos Vereadores e à Alerj sobre o acontecido com os estudantes em relação ao RioCard, para que as empresas de ônibus sejam chamadas à responsabilidade.
O reitor Oscar Halac sugeriu uma audiência pública, com convite a empresas, com pais e alunos, para debater o assunto, o que foi aceito.
O Conselheiro William Neto solicitou informe sobre os serviços terceirizados no Colégio.
O reitor informou que o processo licitatório para substituir Rigicar está em andamento, afirmou que os pagamentos estão em dia e que a repactuação de contratos ainda é um problema.
Iniciando a discussão sobre a pauta, a conselheira Cláudia propôs uma inversão na ordem dos pontos. Sugeriu que o contrato das Cantinas e o Código Discente passassem a ser os primeiros, defendendo que foram os primeiros a serem pautados no Conselho.
O Conselheiro William Carvalho propôs manter a pauta com a ordem apresentada inicialmente, iniciando as discussões desta sessão pelo PTD, o que foi aprovado.
A primeira inscrição foi do Conselheiro William Carvalho, que pediu esclarecimentos sobre e-mail enviado pelo Reitor ao Conepe. Considerou lamentável a citação de seu nome para uma decisão aprovada pelo plenário do Conselho Superior.
O Reitor disse que já recebemos aqui assistência interessada em algum ponto, leu a transcrição do áudio da última reunião e disse que não foi votado que fosse informado os membros do Conepe. Repetiu que o Conselheiro William Carvalho havia dito que no Conepe não há eleitos para representar os docentes.
A conselheira Elaine Barbosa disse que estão disponíveis no áudio as decisões da última sessão; relatou sucessivas decisões do Conselho Superior que são desrespeitadas. Destacou o fato de ter sabido sobre edital do concurso público pela página do Colégio, quando em outra gestão este ponto passava pelo Conselho. Lembrou que na última sessão distribuiu planilhas em que a decisão sobre a regulamentação da atividade docente compete ao Conselho Superior em todos os institutos federais que pesquisou.
A conselheira Neila destacou a ausência dos representantes do Colégio de Dirigentes a várias das últimas sessões do Conselho Superior. Relatou alguns problemas em relação à portaria aprovada no Conepe, como o fato de as atividades de dedicação exclusiva não entrarem no plano de trabalho do professor. Ratificou que as questões em relação à portaria aprovada pelo Conepe não foram de um conselheiro, mas aprovadas no Conselho.
A conselheira Elizabeth solicitou mais explicações sobre a regulamentação da atividade docente e defendeu sua homologação do Conselho Superior.  Colocou a necessidade de o Conepe ter servidores técnicos.
O conselheiro Tarcísio avaliou que há uma tentativa de pressão sobre o Conselho Superior e, ao mesmo tempo, um esvaziamento de suas funções. Defendeu a necessidade de discussão sobre a carga horária docente com a comunidade escolar.
A conselheira Elaine Barbosa apresentou um histórico da discussão no Conepe desde 2014, afirmando que aconteceram cerca de 10 reuniões de um GT sobre o assunto [com duração de 4 horas cada uma] e o assunto não foi suficientemente discutido pela comunidade escolar. Defendeu a revogação imediata da portaria emitida pelo Conepe. 
O Reitor Oscar Halac disse que o Conepe e o Codir não são subordinados ao CONSUP. Defendeu que as questões pedagógicas são examinadas pelo Conepe e ao CONSUP cabe a fiscalização dos atos administrativos, as questões maiores. O GT era constituído por chefes de departamento. Falou do convite ao Conepe e reforçou que é o seu CPF que está em jogo. Disse que a Reitoria não é refém de grupos.
A conselheira Eliana Myra disse que a discussão não foi a toque de caixa e o que foi feito foi uma atualização da portaria, discordando do conselheiro William Carvalho. Afirmou que os chefes foram eleitos, que o GT foi o mesmo e que o Consup não analisa nem discute; que vindo do Conepe está mais ou menos aprovado. Disse que foi uma decisão madura do Conepe e que se não for assim não fecha a conta dos professores. Declarou já ter extrapolado o banco de professores equivalentes.
 A conselheira Vanessa disse que gostaria de entender o que se passa, porque diz respeito a todos. Se não passa pelo Consup não é fruto de uma gestão democrática. Disse que os pais querem estar junto dos professores.
 O Conselheiro William Carvalho defendeu o respeito ao Conselho Superior, que se cumpram as suas deliberações.
 A conselheira Elaine Barbosa falou sobre o e-mail enviado pela Reitoria ao Conepe, afirmou que estamos aprendendo a viver uma gestão em outro modelo e precisamos estar atentos às atribuições dos diferentes órgãos.
A Conselheira Neila disse que ninguém aqui é refém de grupos. Afirmou que os membros do Conselho reconhecem o Reitor, legitimamente eleito, mas parece que o Reitor é que não reconhece que os conselheiros também foram eleitos. Cabe ao Reitor coordenar a participação dos grupos e dos conselhos. Disse ser lamentável ouvir o que foi dito aqui e perguntou onde estão os professores da escola e por que o Conepe não está discutindo  como regulamentar o apoio.
O conselheiro Tarcísio afirmou que, ao se analisar a frequência dos conselheiros, pode-se perceber o esvaziamento do conselho por quem mais falta. É preciso discutir mais: por que aprovar cursos de pós-graduação e não haver professores para bidocência? Qual o tamanho que a pós-graduação deve ter? Por que dar 24 tempos para professores contratados? Defendeu a discussão em RPS e em audiência pública.

A conselheira Cláudia disse que toda reunião do Consup irá repetir, no início da reunião, um mantra: “o Consup é o órgão máximo”. Afirmou que os constantes questionamentos sobre suas competências levam os pais a duvidarem da credibilidade do Conselho.

A conselheira Márcia disse quando era chefe levava as questões para serem discutidas no seu departamento. Afirmou que em vários institutos federais os professores têm 24 horas de permanência nos institutos e propôs a aprovação no Conselho Superior da Regulamentação da Atividade Docente.
 O conselheiro William Carvalho disse que não teve acesso ao debate do Conepe, que a portaria foi aprovada sem garantir discussão. Colocou uma questão: quantos docentes estão fora de sala de aula? Lá na frente a falta de professor cai no colo do professor que está em sala de aula.

O Conselheiro Marcelo Rocha lembrou aos conselheiros de assinarem a lista de presença.
A conselheira Márcia afirmou que a carga horária em nossa escola é parametrizada pelo banco de equivalência e pela relação professor- aluno.  Disse que a carga tem ficado entre 16 e 24 tempos semanais, para dar conta de todas as atividades. Defendeu que reduzir a carga horária significa reduzir as atividades ou o número de alunos.
 O Reitor voltou a falar sobre o que havia lido da transcrição da última sessão e convidou todos a ouvirem o áudio. Falou das diferenças entre Colégio Pedro II e os outros institutos federais, defendendo o tripé ensino, pesquisa e extensão, para que não sejamos um escolão. Citou o INES e o IBC.
A conselheira Elina Myra, Pró-Reitora de Ensino, afirmou que nos Ifs todo mundo dá aula e que no IFRJ/Maricá o professor permanece 40h relógio no Instituto. Afirmou que a tabela apresentada pela conselheira Elaine “ não difere em nada do que fazemos”.
O conselheiro William Carvalho leu mais uma vez as atribuições do Conepe e do Consup, lembrando do que compete ao órgão máximo, inclusive enquanto recurso.
A Professora Zulena, chefe de departamento de Filosofia, leu documento escrito pelo departamento que representa.

A Professora Cristiane, chefe de departamento de Biologia, também se pronunciou, relatando que na discussão que se deu no Conepe fez parte de um GT que discutiu apenas a carga horária, não a totalidade da proposta de RAD, que fizeram um rascunho que ficou com a Professora Eliana, o que apareceu para votação foi um documento modificado. Disse que não quer que os professores de Biologia tenham carga horária de 24 tempos.

Foi votada a portaria 2439, que Regulamenta a Atividade Docente no Colégio e, por 12 votos a 6, ela não foi aprovada pelo Conselho Superior.

O Reitor propôs que o Conepe fizesse uma palestra sobre os parâmetros que definiram o PTD e se convidasse a AGU, dizendo que não via nada de ilegal na Portaria.

O conselheiro William Carvalho disse que não se pode aceitar que o Presidente do Consup diga que não vai cumprir uma decisão do órgão.

O conselheiro Tarcísio lembrou da necessidade de uma audiência pública.
Passou-se à discussão da proposta de Regulamentação da Progressão dos Docentes à Classe de Titular.
O grupo de trabalho formado pelos conselheiros Manoel, Neila e Tarcísio apresentou a proposta de Resolução e a tabela para progressão, que foram aprovadas com algumas modificações.


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