sábado, 28 de fevereiro de 2015

Reunião de 25/2: desfazendo boatos _ a versão dos que defendem a gestão democrática e a discussão do Estatuto do CPII

Contando com a presença de muitos servidores (da Educação Infantil e da Progesp), auditório cheio, e dos conselheiros João Pedro Andrade, Ana Lúcia Sênos, Soraya Sabah, Beatriz Dantas, William Neto, Aluízio Ribeiro, Márcia Oliveira, Vanessa Santos, Adriana Figueiredo, Manoel Almeida, Elaine Barbosa, Neila Espindola, Tarcísio Motta, Elizabeth Dutra, Marcelo Rocha e a do Reitor, teve início a 58ª reunião extraordinária do Conselho Superior, às 10h45min. (A conselheira Júlia chegou mais tarde.) O Reitor deu informe de que a autarquia está recebendo 1/18 do orçamento, quando em outros anos recebia 1/12, o que tem gerado atraso no pagamento de algumas contas do Colégio. Declarou, ainda, que a Reitoria criou um grupo de trabalho para estudar a viabilidade do RSC para os técnicos do CPII. Não divulgou que a extensão do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) aos servidores técnico-administrativos (TAEs) foi reiterada pelo Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif – onde atuam os reitores dos Institutos Federais) desde o dia 15/10 e que um ofício foi destinado naquela data ao então ministro da Educação, Henrique Paim, solicitando a composição de grupo de trabalho (GT) formal para consolidar a proposta (http://portal.conif.org.br/ultimas-noticias/703-conif-propoe-composicao-de-gt-para-viabilizar-rsc-aos-taes.html).

Abertos os demais informes, a conselheira Elizabeth Dutra informou que o conselheiro William Carvalho e ela foram convidados pelos servidores da Progesp para uma reunião ‘ontem’ sobre um e-mail que grande parte dos servidores recebeu sobre possíveis modificações na Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas, em que estavam presentes também o Conselheiro Aluizio e outros presentes aqui hoje. Declarou a intenção de uma discussão acirrada com toda a comunidade escolar. Falou sobre o e-mail em que muitos foram conclamados a vir assistir às reuniões do Consup, o que considerou muito importante, para que todos acompanhem as discussões.

A conselheira Elaine solicitou informe sobre o pedido, na última sessão, de material para consubstanciar melhor o nosso debate sobre a Educação Infantil. Solicitamos que fosse enviado o material e ele não foi enviado. Gostaria de saber por que não foi enviado e quando o será. O Reitor disse que criação de campus necessita de autorização do Mec. O documento não foi eletronicamente porque se optou por entregar hoje.

O conselheiro Tarcísio sugeriu que se verificasse se havia mais informes e, caso não houvesse, que retomássemos a discussão do Estatuto.

O conselheiro Manoel ratificou as palavras da conselheira Elizabeth em relação à assistência, sempre muito bem-vinda para ter informações mais precisas sobre o que é discutido aqui, para que não fiquem ao sabor de impressões. Disse que ficou muito incomodado com o e-mail. Sempre lutamos pela transparência e participação. Manoel lembrou das atas do Consup e disse que gostaria de ter acesso às atas e elas não estão disponíveis. Solicitou que houvesse uma agilidade maior na divulgação das atas do Conselho. Solicitou novamente a orientação que a Progesp está usando para mudança de regime de trabalho dos docentes no momento da aposentadoria, o que já havia feito nas duas últimas sessões.

O Reitor disse que a cobrança não cabe somente à Reitoria e com o retorno da secretária das férias, que o Conselho possa cobrar a ação não realizada quanto à confecção das atas. Disse que os áudios estão disponíveis.

A conselheira Elaine fez um esclarecimento técnico: disse que Vera Medalha havia explicado, quando da inclusão dos primeiros áudios, que eles são pesados e à medida que se incluem novos, os antigos precisam sair. Talvez já haja tecnologia para esta mudança. Solicitou à Reitoria que providencie a secretaia para esta sessão.

O Reitor solicitou a Aluizio, conselheiro que atua na Progesp, que formule a resposta ao conselheiro Manoel e o Conselheiro Marcelo Rocha assumiu a secretaria.

O conselheiro Tarcísio, lembrando ser novo no Consup, mas não em outros fóruns de deliberação coletiva, disse que nunca viu uma situação como esta. Não dá para gravar e transcrever tudo para alguém digitar uma ata. Propôs que se inclua na próxima reunião ordinária, como ponto de pauta, o mecanismo de elaboração de atas. Propôs que se vote aqui a designação, pela Reitoria, de um servidor que atualize as atas do Conselho de 2014 e de 2015.

O Reitor propôs votar em assuntos gerais. Disse que esta forma de elaboração é a mais comezinha, que não foi esta Reitoria que estabeleceu e que são 4 horas de falas.

A conselheira Elaine esclareceu que o que foi deliberado é que as atas seriam um resumo do que estiver gravado e que, para garantir a retirada de dúvidas, haveria gravação. Explicou que, quando se fez o Regimento Interno do Consup, ela sugeriu que houvesse uma pessoa para já fazer as anotações e depois decodificar, mas se chegou à decisão de que seria dessa outra forma. As atas não estão sequer aprovadas, por isso não foram publicadas.

O conselheiro Tarcísio solicitou que se votasse a convocação da Professora Leda Aló, diretora de Educação Infantil e de Ensino Fundamental (anos iniciais), para falar, atendendo à solicitação feita na última reunião. Por unanimidade foi aprovado.

A conselheira Elaine tem a proposta de incluir um ponto de pauta. Gostaria de incluir o ponto do convite feito a Elizabeth e a William para discutir com os colegas da Progesp, que derivou de um e-mail enviado, conforme já mencionado pela conselheira Elizabeth Dutra. Disse que quanto mais colegas presentes às sessões do Consup, melhor.

O Reitor declarou, enquanto mesa, que, para que não haja fantasmas, o áudio da sessão anterior seria disponibilizado hoje ainda até às 15h, para que cada um ouça e coteje com a reunião de hoje. (Registre-se que até o presente momento, ainda não o foi!)

A Professora Leda explicou primeiro por que não foi enviado o material que prometeu para o Consup. A princípio pensou em enviar o material legal, várias leis, que tratam da estrutura técnica. Deparou-se com um ‘calhamaço’ e não teria como mandar tudo para todos lerem. Conversando com a professora Eliana Myra achou por bem apontar algumas questões da legislação. Sua proposta é de historiar como foi feito o projeto, porque surgem falas de que foi feito por poucos, que não foi aberto o debate. Declarou que, quando foi convidada, fez o projeto com Estela, os chefes de departamento de Música, Artes, Educação Física, Informática e 1o segmento. Durante dois anos foram abertos grupos para quem quisesse participar e nasceu o projeto. O projeto final, remetido ao Mec e aprovado em 2012, em momento algum considerava haver vinculação entre Educação Infantil e Ensino Fundamental, pois não cabe, assim como ao Ensino Fundamental com o Ensino Médio também não. Se alguma coisa tem relação é o primeiro segmento do Fundamental com o segundo, sugeriu. Defendeu a especificidade desde o prédio até a estrutura pedagógica, passando pela gestão. Defendeu a especialização dos profissionais a partir da LDB, da Política Nacional de Educação Infantil e de vários outros documentos legais. Falou do gestor, que precisa ter especialização em Educação Infantil, entre outros pontos.

O conselheiro Tarcísio iniciou a discussão esclarecendo à Professora Leda e a quem está aqui, que, na discussão do Estatuto, artigo 1º, §3º, na listagem dos campi que constituem o Colégio, não consta a Educação Infantil. Ali foi iniciada a discussão. Há uma mudança no Estatuto que precisa ser feita, para ser institucionalizado. Se não for um campus novo, vai ficar vinculado a quem? Nós que somos conselheiros precisamos saber da necessidade sobre quais as mudanças que precisam ser feitas para quando expandirmos para outros campi. Foi gerado um terror na escola, como se nós quiséssemos desestruturar a Educação Infantil. A primeira fala da Leda na última reunião foi de que há uma exigência legal e uma recomendação de que a gestão seja separada, daí nossa solicitação de em que documento isso está previsto. Para que todos entendam e fiquem tranquilos, sugeriu que ultrapassemos este ponto e realizemos um debate público em Realengo.

O Reitor declarou querer asseverar que não foi exatamente assim como falou, e sim a inserção no campus Realengo. Disse que não basta decidir se é campus ou não por não ser da nossa alçada a criação de campus.

A conselheira Elaine reafirmou que temos um Estatuto hoje que não menciona a Educação Infantil. Lembrou que a representação da Educação Infantil, por exemplo, em decorrência disso, atua de modo irregular no Codir, Conselho que prevê, no Estatuto,  cadeira aos Diretores-Gerais de Campus e Pró-Reitores, além do Reitor. Interpretou a fala da Professora Leda, que pareceu na defensiva, de que houvesse uma avaliação de que a Educação Infantil não tem qualidade. Em nenhum momento isso foi colocado aqui. Lembrou dos campi que têm parte de Ensino Fundamental e Ensino Médio e isso gerou dúvidas e solicitou as leis e os pareceres.

A conselheira Neila falou reafirmando o dito pelos demais conselheiros e percebendo esta onda de boatos como fruto da desinformação, lamentando que a Educação Infantil e outros setores da escola não tenham participado, durante todo o ano passado, do processo de discussão do Estatuto. Desde março de 2014, o processo de discussão deveria ter sido iniciado pelos diretores. Como representante do GT/CONSUP sobre Estatuto e Regimento, esclareceu que há propostas de diferentes campi, como SCIII, para a mudança do Estatuto com a proposta da inclusão da Educação Infantil.

A conselheira Ana Lúcia disse que Leda citou a lei como motivo para separação da Educação Infantil na última reunião, e Eliana também. Declarou que em 2012 o Colégio não poderia criar um campus, por isso seria junto, com prédios separados e especificidades garantidas. Em 2013, com a eleição do novo Reitor, ela o procurou para saber se separaria a direção e ele disse que sim.  Naquele momento entendeu que este era o desejo do Colégio Pedro II, já que não houve nenhum tipo de reação. Também se inscreveu na última reunião para incluir a Educação Infantil no 3º & do artigo 1º. Enumerou vários problemas resultantes da situação diferenciada da Educação Infantil.

O conselheiro Tarcísio se inscreveu de novo e lembrou que a mesa só pega a palavra para esclarecer; quando vai defender um ponto de vista, o Reitor se inscreve para isso, como os demais conselheiros. Disse que aprendeu muito com a fala da Leda. Voltou às perguntas: na estrutura do Mec há Uneds (Unidades de Ensino Descentralizadas) e polos e precisa saber as diferenças entre eles. Qual a organização administrativa para garantir o pedagógico que desejamos? Há determinadas questões, que precisamos incluir no Estatuto para que ele garanta administrativamente o pedagógico. Perguntou qual é a atual proposta da Reitoria para a organização, necessária pelo fato de não estar regulamentado.

O conselheiro William Neto disse que a mobilização é necessária à democracia. O artigo 6º do Estatuto prevê que no Regimento discutiremos o que é campus. Quer saber das pessoas que trabalham na Educação Infantil quais as demandas específicas e se a definição de campus contempla, se a estrutura de campus dá conta da especificidade da Educação Infantil.

A conselheira Ana Lúcia disse que precisa regularizar a situação e apelou para que fizéssemos a discussão com bastante seriedade, pensando no pedagógico, não nas pessoas. Disse que ainda não declarou sua posição pessoal e que não dá para comparar com o que havia antes porque havia pouquíssimos servidores e hoje há muitos mais, por exemplo.

O Reitor disse que as unidades e polos diferem de campus exatamente no cerne da autonomia administrativa e na estrutura organizacional. O Colégio pode criar um campus, mudou de posição o Reitor, mas precisa ser aprovado pela SETEC (MEC). Disse que a direção da Educação Infantil não tem CD3 e sim CD4, e que só passou a receber na metade de 2014, porque não houve transição de uma Reitoria para outra. Disse também que não existe Ed Infantil no Mec.

A conselheira Ana Lúcia disse que o Mec não reconhece a Educação Infantil e por isso está junto do Ensino Fundamental I no censo.

A conselheira Vanessa, do lugar de mãe, não tem dúvida de que um prédio separado, com estrutura separada é melhor. Reforçou que na reunião anterior não houve qualquer tipo de desejo de mudar o que acontece em Realengo. Existe um sonho entre os pais que o que acontece em Realengo passe a acontecer em todos os campi. Afirmou estar com mais dúvidas agora e necessitar de mais tempo para discutir.

A conselheira Adriana também defendeu a separação dos prédios e perguntou se há verbas para propor a criação de novos campi.

A conselheira Elizabeth disse que em outros lugares do Brasil há diferença na questão dos campi, pois eles geralmente são separados geograficamente. Estar ou não na mesma administração não significa estar no mesmo prédio e lamentou não ter sido convidada a participar da discussão sobre o projeto da Educação Infantil.

O conselheiro Tarcísio, buscando esclarecer, disse que o artigo 6º do Estatuto cita as Pró-Reitorias, mas não achou referência à Unidade de Educação Infantil em nenhuma parte do Estatuto. No art. 6º fala-se dos campi e não se cita a Unidade de Educação Infantil, portanto temos uma situação a resolver no Estatuto e isso terá implicações políticas e pedagógicas. A coordenadora (equivalente à direção geral) será eleita ou não? Isso deve estar no Estatuto e tem que estar previsto. Mesmo que o Mec não libere podemos colocar nossa proposta.  Propôs que fizéssemos em Realengo uma reunião, um debate público, para discutir a Unidade de Educação Infantil e, enquanto isso, que se apresente a proposta para a Educação Infantil por inteiro, da Reitoria: estrutura administrativa, se vai ter eleição.... Indicou que este ponto fique em suspenso na discussão do Estatuto e sua votação, adiada para abril.

O Reitor disse que o censo é de 2 anos atrás e a planilha é a orçamentária da Setec. Disse que não existe o conhecimento do Mec deste modelo ímpar, de crianças de 0 a 6 anos. Disse que apenas este ano conseguimos inserir a Pós-Graduação. Disse que o prédio tem mesmo que ser separado. A questão é administrativa e o executivo da autarquia pode criar um polo, um campus avançado e foi feito e não foi ao “arrepio da lei”. Disse que o Mec paga menos pelo aluno do ensino fundamental e que não trata do orçamento do Cp2 em gabinete, como antes era tratado. Hoje essa discussão orçamentária é feita no Conif, onde o CPII tem participação garantida, agora, pela equiparação. Pediu à comunidade cuidado, porque o Mec aprovou a existência de 14 campi mas a todo tempo diz que campus é por área geográfica, o que nos limitaria a 8.

O conselheiro Tarcísio reafirmou sua proposta: de suspender a discussão deste ponto, para que se faça um debate em Realengo.

O Reitor disse que, segundo foi informado pelo funcionário do Mec, precisa ser aberta uma “orelhinha” no sistema para inserir Educação infantil. Defendeu que estaríamos, ao aprovar esta proposta, voltando ao discutido na reunião passada, quando ele havia apresentado a proposta de só aprovarmos o que fosse consenso.

O conselheiro Tarcísio lembrou que o decidido foi começar as discussões e votações e não se votaremos tudo aqui ou não. Houve a preocupação de que se precisa avançar e que quando houvesse um impasse não passaríamos simplesmente ao voto.

Houve votação e a proposta foi aprovada.

As conselheiras Ana Lúcia e Elizabeth Dutra solicitaram a definição de campus, polo e unidade, com as implicações administrativas e orçamentárias de cada uma delas.

O conselheiro William Neto solicitou o envio da lei que regulamenta a Educação Infantil.

O conselheiro Tarcísio perguntou à coordenadora da Unidade de Educação Infantil a data mais propícia para realizar a reunião com o grupo. Ficou indicada a data de 15/4, a confirmar.

A conselheira Elaine lembrou que os servidores dos demais campi também devem ter liberação para participar do debate, para não separarmos cada vez mais as discussões em setores na escola.

O Reitor saiu da sala e os Conselheiros, após sugestão do conselheiro Tarcísio, escolheram, por aclamação, o conselheiro William Neto para presidir a mesa. O novo presidente calculou o tempo restante de reunião e colocou em questão a ordem dos pontos de pauta e o tempo que dedicaríamos a eles.


Em menos de 5 minutos, entretanto, o Reitor retornou e reassumiu a mesa.
Após defesa da conselheira Elaine, foi aprovada a inserção, na pauta, do ponto sobre o e-mail enviado aos servidores a respeito de supostas modificações na Progesp, citado pela conselheira Elizabeth nos informes.

Houve discussão da ordem e optou-se, pelo fato de as modificações feitas na sessão anterior não terem sido trazidas pela Reitoria, de discutir-se o ponto do e-mail enquanto a conselheira que tinha registro das discussões organizava para passar ao pen-drive e dar ao Conselheiro Marcelo Rocha (que secretariava a reunião).

A conselheira Elaine analisou o discurso usado no e-mail. Afirmou que o texto assume um tom de terror, como se fosse acontecer algo terrível, por exemplo, quando se diz que “um fato grave pode ocorrer”, colocando uma perspectiva negativa sobre o que o Conselho pode aprovar. Foi dito que “isso seria o mais grave atentado à escola”. Lembrou que passamos o ano de 2014 convidando, convocando a comunidade a participar com suas propostas. Parece que aqui, como na fala do presidente, não é legítimo que representemos segmentos e posturas ideológicas. Ratificou que temos o direito de discutir nossa proposta. Lembrou que é este o debate. Lembrou, ainda, que as irregularidades não foram feitas pelo Conselho e sim pela Reitoira, que modificou o Estatuto, publicando em diário oficial uma decisão não votada pelo Consup.

A conselheira Elizabeth lembrou que começou a sessão falando do ponto e que acredita que houve uma precipitação nos termos e nos conceitos usados e isso pode ser revisto.

O conselheiro Manoel esclareceu que na sessão anterior estávamos discutindo as emendas enviadas pelos servidores em relação ao Estatuto, e que o ponto acrescentado não está sendo discutido ainda. Como este e-mail foi enviado aos demais servidores da casa? - perguntou. Gostaria de discutir o papel de cada uma das Pró-Reitorias para se definir a melhor forma de gerir o Colégio, já que acredita que mais cabeças pensando tenham a possibilidade de acertar mais. Defendeu a reunião como parte do regime democrático. Disse que ainda é assim neste país.

A conselheira Elaine disse não estar em discussão a natureza ou a necessidade da Progesp. Destacou que o e-mail chama atenção aos servidores: “não se deixe enganar”, que isso é bastante forte e estranho que estejamos aqui, em reuniões gravadas, públicas, tomando decisões que se dizem “secretas” e “antidemocráticas”. O lado positivo que viu nessa manifestação agressiva e injusta é que trouxe o interesse dos servidores de participar dos fóruns políticos, de participar das decisões. Solicitou que venham, perguntem e se coloquem. É importante que todos tenham a oportunidade de colocar suas posições, votamos e temos que acatar o que ganha. Ficou surpresa que todos os avanços que os técnicos reconhecem só foram possíveis por se ter criado esta Pró-Reitoria.  Para terminar, afirma que uma reunião que acontece na sala da escola não é secreta.

O Reitor fez falas, entremeadas às dos demais conselheiros, exaltadas. Numa delas disse que seu gabinete foi invadido e isso é do jogo democrático. Depois disse que permitiu a entrada. (Referindo-se ao momento de suspensão do calendário durante a greve, decisão do Consup não cumprida pelo Reitor.) Disse que uma diretoria sistêmica não formula política e ideologia (entrando na discussão das Pró-Reitorias e fazendo referência a uma proposta que existe de a Progesp voltar a ser, como era, uma diretoria sistêmica). Providenciou a portaria de modificação do Estatuto pelo Consup, ignorando que a fala da conselheira Elaine dizia respeito à nomeação de um Pró-Reitor para uma Pró-Reitoria que não constava do Estatuto muito antes de o debate ser apresentado ao Conselho. O Reitor disse que "o Reitor publicou
após sessão do CONSUP; não publicou à revelia do CONSUP", deixando claro que a conselheira Elaine afirmava inverdades.


A conselheira Elizabeth também se manifestou.

Quase terminado o tempo de reunião, a conselheira Neila apresentou três propostas para serem votadas pelo Conselho: que a Reitoria indicasse um servidor para substituir a secretária dos Conselhos (que se encontra de férias) na próxima reunião, já que esta era a segunda reunião seguida, em que não havia ninguém para exercer esta atividade; que fosse votada a proposta do Conselheiro Tarcísio, apresentada anteriormente, de que um servidor fosse designado para atualizar todas as atas do Conselho do período de 2014; que sejam publicadas na página do Colégio as convocações para as Reuniões do Conselho (com a pauta).

O Reitor informou que na próxima reunião a secretária já estará de volta e perguntei quem daria encaminhamento às decisões de hoje, ao que ele respondeu que o Conselheiro Marcelo Rocha havia registrado tudo.

Os outros dois pontos foram votados e aprovados, o último por unanimidade.

O Reitor perguntou se o servidor para atualizar as atas poderia ser um docente, ao que respondemos que solicitamos um servidor, concluindo a reunião por volta de 14h.

Abaixo, anexamos a Portaria que confirma que a Reitoria de fato nomeou um Pró-Reitor para uma Pró-Reitoria que não existia no Estatuto. O Reitor foi nomeado no dia 03 de outubro, esta portaria é datada do dia 7 de outubro de 2013 e foi publicada no Diário Oficial do dia 10 do mesmo mês. A alteração no Estatuto só foi ponto de pauta da Sessão do dia 05/12/2013, quando foi aprovada pelo Consup.


Afinal, quem estava sendo fiel à verdade dos fatos? Falhamos sim, pois, enquanto Conselheiras, responsáveis por zelar pelo cumprimento das normas que regem o CPII, deveríamos ter aberto um processo solicitando a destituição do cargo do Reitor que modificou o Estatuto do CPII à revelia do Consup, órgão deliberativo máximo da Autarquia, ao qual, segundo legislação vigente, cabe fazer quaisquer alterações ANTES DE ELAS SEREM IMPLEMENTADAS. Por respeito à legitimidade do processo que elegeu o atual Reitor e aos seus eleitores, não o fizemos. Não nos interessou, nem nos interessa, criar clima de instabilidade na gestão do CPII, pois tal clima não traria benefícios aos avanços políticos conquistados ao longo de tantas lutas em defesa da escola democrática.  Nosso interesse é garantir a representatividade do Conselho Superior e o respeito às suas decisões; atuar nele de modo crítico e aberto ao debate de ideias; construindo a escola que queremos de modo democrático e transparente.

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